ATUALIZAÇÕES NO RECONHECIMENTO, ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO E CONDUTA IMEDIATA NAS CRISES HIPERTENSIVAS GRAVES
DOI:
https://doi.org/10.71248/abs1de52Palavras-chave:
Emergências, Hipertensão, Medição de Risco, Serviço Hospitalar de Emergência, Tratamento de EmergênciaResumo
As crises hipertensivas são causa frequente de atendimento em serviços de urgência, e sua abordagem depende da distinção entre situações com e sem lesão aguda de órgãos-alvo. Este estudo teve como objetivo analisar as atualizações científicas sobre o reconhecimento clínico, a estratificação de risco e as condutas imediatas nas crises hipertensivas graves. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca na MEDLINE via PubMed, na LILACS e na SciELO, priorizando documentos de posicionamento, diretrizes e estudos clínicos e epidemiológicos. Foram analisados oito estudos principais. As evidências indicam que a presença de lesão aguda de órgãos-alvo, e não o valor pressórico isolado, define a emergência hipertensiva, cuja conduta varia conforme o órgão acometido quanto ao fármaco, à meta e à velocidade de redução da pressão. Os estudos epidemiológicos mostraram que a emergência é menos frequente que a urgência, que a pseudocrise é comum e frequentemente tratada de forma inadequada e que o encaminhamento hospitalar de pacientes assintomáticos não melhorou desfechos. Conclui-se que a avaliação sistematizada de lesões de órgãos-alvo é o eixo central do manejo, devendo orientar o uso de terapia intravenosa na emergência e evitar intervenções desnecessárias nas demais situações.
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